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ruiemanuelpais
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

LIVRO DOS SABIOS DE ELIPHAS LEVI - LEIA AQUI A NATUREZA

 

 
O LIVRO DOS SÁBIOS  por Eliphas Levi
 
 INTRODUÇÃO DESTA OBRA LITERÁRIA E CAPÍTULO SOBRE A NATUREZA
 
Expressa grande reverência ao Mestre que, pelo ano de 1850, começou a era da ampla e conhecida divulgação dos mistérios iniciáticos reais, os quais não haviam sido jamais publicados na Europa de forma tão clara, metódica e completa; tanto assim que, Papus, proclama com respeito e júbilo, sua admiração por Eliphas Levi, quem depois de ter verificado toda a tradição oriental, judaico-cabalística e cristã, põe de manifesto em suas obras, a identidade absoluta dos ensinamentos tradicionais, demonstra a realidade da realização mágica e deixa na mais absoluta evidência o funcionamento das leis do mundo e da relação de todos os seres: naturais, humanos e celestes, dando até o detalhe das consequências morais, sociais e teológicas que resultam de tão admirável explicação.
 
As obras de Eliphas Levi causaram, não somente um movimento de interesse nos estudos da verdade esotérica, se não que, até os Rosa-cruzes da Inglaterra, aos quais Eliphas Levi estava afiliado, "protestaram", por achar que ele havia sido demasiado claro nas suas revelações. O que o público não soube então e que, ainda hoje, poucos sabem, é que Eliphas Levi iniciava assim a acção que, alguns lustros depois, Papus comentaria com as seguintes palavras: "Sempre pode-se dizer tudo, porque somente compreenderá quem deve compreender". O "Livro dos Sábios", verdadeira Síntese de toda a realização de Eliphas Levi, é precisamente
isso:
 
"Um Verbo Humano claro, preciso como um teorema, honesto como uma lei natural Em acção, belo como uma elegia espontânea, vibrante como um hino de amor ao Criador e as suas múltiplas manifestações. Um Verbo Humano que chega a unir-se em tal forma ao Verbo Manifesto que reflecte a sua Verdade, com Sua modéstia e Sua beleza."
 
 
A NATUREZA - ELIPHAS LEVI
 
01 - O infinito incriado e o finito infinitamente criado são como linhas paralelas que se aproximam eternamente sem nunca se juntar.
 
02 - Todo o ser imperfeito morre por sua imperfeição, por que esta imperfeição atesta a necessidade imperiosa e fatal de uma perfeição maior.
 
03 - Quando os poderes devem cair, os governantes são atacados por incapacidade e demência. Rejeitam os homens de talento e não escutam senão os maus conselhos.
 
04 - A Morte não aniquila senão o imperfeito; é como um banho de fogo que faz renascer o metal puro… É por isso que o Salvador do Mundo dá o nome de Fogo Eterno aqueles Limbos da Vida, onde a imperfeição necessita sempre da Morte.
 
05 - O finito desprende-se do infinito como por amputação. Os limites do finito são como uma ferida que a natureza se apressa a cicatrizar. Assim, formam-se as escamas que são a substância material dos mundos. Formam-se também escamas sobre as crenças finitas... São os dogmas materializados e as superstições que querem imobilizar-se.
 
06 - Desde há cento e cinquenta mil anos ou mais, que se sucedem raças humanas sobre a terra. Essas raças diferiram essencialmente umas das outras e pereceram pelas suas imperfeições.
 
07 - Estas raças não puderam ter mais que uma responsabilidade relativa a seu desenvolvimento. Quando a natureza faz pobres, encarrega-se de pagar por eles. É por isso que se diz que Deus devia sofrer a morte para expiar as faltas dos homens; maneira de falar paradoxal que revela uma intuição ousada dos segredos da justiça eterna.
 
08 - A raça actual perecerá como as outras e dá sinais de decrepitude. Os homens que virão depois de nós serão superiores, como nós somos superiores ao orangotango e ao gorila.
 
09 - A natureza é lenta em operar as transformações que substituem as velhas raças pelas novas. Os povos nascem, crescem e envelhecem. A decadência de Roma assemelha-se à nossa, porém a raça humana não mudou. A maioria dos homens carece de lógica e de justiça. E, entretanto, ainda queremos o governo das maiorias.
 
10 - A natureza é aristocrática e monárquica. Os universos não tem mais que um sol, o homem não tem mais que uma cabeça e o leão é sempre o rei do deserto. A verdade, a razão, a justiça, a lei, são rigorosamente da inteligência do homem. Onde não reinam nem a verdade, nem a razão, nem a justiça, nem a lei; é a força fatal que decide; porém, sempre seguindo a lei de um equilíbrio providencial.
 
11 - As forças fatais da natureza podem tornar-se auxiliares das raças humanas para a sua extinção.
 
12 - O homem não pode nada quando está só. As grandes forças inteiras, devem ser monárquicas, ou seja, dominadas por um homem de génio, é uma cabeça sem corpo. Uma multidão não dirigida por uma autoridade infalível e única, é um corpo sem cabeça.
 
13 - É a confiança dos discípulos que faz a autoridade do Mestre. Se um discípulo duvida da infalibilidade do Mestre não deve ir mais a escola. É a confiança cega dos soldados que faz a força do general. Um soldado que crê que seu general erra, está na véspera de desertar. Os soldados obedientes são a força dos exércitos… Para ser Mestre há que saber fazer-se obedecer. E, para isto, há que magnetizar as multidões.
publicado por Emanuel às 23:38
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