.Poeta e Pensador

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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A HIERÁRQUIA ESPIRITUAL

 

 
A Hierarquia Espiritual
 
Prof.ª Tânia Araujo
 
 
Palestra proferida pela Professora Tânia Gonçalves de Araújo, Directora Cultural da Fundação Cultural Avatar, na solenidade de aniversário da Fundação Cultura do Espírito em Novembro de 2001.
 
 
1) A Hierarquia Espiritual
 
Mestre Morya escreveu um livro sob o título “Hierarquia” que se inicia assim: “Mergulhando nas ondas do Infinito, podemos ser comparados a flores arrebatadas por uma tempestade. Como nos encontraremos transfigurados no oceano do Infinito? Não seria sábio fazer sair um barco sem leme... Como marcos num caminho luminoso, os Irmãos da Humanidade, sempre alertas, mantém-se em guarda, prontos a conduzir o viajante à cadeia da ascensão.
 
A Hierarquia não é coerção, é a lei da estrutura do Universo. Não é uma ameaça, mas o chamado do coração, uma advertência ardente e uma indicação para o Bem Comum.”
 
Assim conheçamos a Hierarquia da Luz.
 
O dicionário define hierarquia como ordem e subordinação de poderes; graduação de autoridade correspondendo a várias categorias. A palavra hierarquia vem do grego hierós: sagrado e arquia = ordem, poder, autoridade. Logo hierarquia em seu sentido restrito está ligada ao sagrado, ao poder do sagrado. Na antiguidade julgava-se que os reis e os faraós tinham o poder outorgado por Deus; e o poder temporal estava atrelado ao poder religioso, ao sagrado.
 
O sentido de hierarquia penetrou outras áreas da vida humana e em seu sentido lato hierarquia passou a ser organização de qualquer instituição: religiosa, civil ou militar. Hoje a hierarquia está no serviço público, forças armadas, empresas e escolas, enfim em todas as áreas onde exista um princípio de autoridade digno de respeito que garanta a organização interna da instituição e sua eficácia operacional. 
 
Quando falamos em Hierarquia Espiritual estamos nos referindo a um Reino da Natureza. No arco evolutivo temos cinco reinos: mineral, vegetal, animal, humano e espiritual (divino) que correspondem a graus de consciência. Os quatro primeiros reinos têm sido objecto de estudo das ciências, o quinto é objecto da religião. Religião vem de religare = ligar, unir e é somente através de sua ligação ao reino espiritual que o homem pode conhecê-lo.
 
Para Helena Blavatsky o homem é aquele ser em que o espírito mais elevado e a matéria mais densa se unem pela inteligência. Em verdade o homem é inteligência manifestada de forma ativa e maravilhosa. Ele é essencialmente aquele que pensa (man); ele é ainda amor incipiente e sabedoria; e possui uma vontade embrionária.
 
Quando o homem, ser do quarto reino, ultrapassa certo estágio de consciência adquirindo qualidades e poderes ele passa a fazer parte e actuar altivamente no quinto reino, o espiritual. Nesta caminhada evolutiva ele passa de aspirante a discípulo, depois a iniciado e finalmente se torna um Mestre de Sabedoria.
 
O quinto reino é formado pela Hierarquia de Seres Espirituais que promovem a evolução do planeta sendo uma réplica em miniatura daquelas entidades auto-conscientes da Hierarquia Solar, responsável pela evolução do sistema.
 
Para chegar ao quinto reino – o da Hierarquia Espiritual – o homem deve desenvolver a consciência grupal e isso se expressa pelo desabrochar da faculdade de Amor-Sabedoria, sendo esta a principal qualidade da Hierarquia Espiritual.
 
O homem ainda é muito egoísta mas a consciência do bem do grupo já não é mera visão, e a fraternidade e o reconhecimento de suas obrigações com o próximo e com os demais reinos, já começou a penetrar a consciência dos homens em toda parte. O movimento ecológico é um despertar da consciência humana nesse sentido e a boa vontade para com o próximo já é expressa. O trabalho da Hierarquia da Luz é demonstrar o verdadeiro significado da fraternidade. 
 
 
Quem são os Hierarcas?
 
Os Hierarcas ou Irmãos Maiores da Humanidade são seres caracterizados por um amor que actua sempre para o bem do grupo; por um conhecimento adquirido através de milhares de vidas e vários estágios de evolução; por uma experiência que se baseia no tempo e na multiplicidade de interacções; por uma coragem que é o resultado de muito esforço, fracassos e triunfos que agora são colocados a serviço da humanidade; por um propósito que ajusta o grupo ao plano hierárquico; e finalmente, conhecem o poder do som que os faz criadores conscientes.
 
A Hierarquia Planetária é chamada de Irmãos da Humanidade porque é composta por seres humanos que ultrapassaram o nível de consciência da humanidade comum; triunfaram sobre a matéria e alcançaram a meta pelos mesmos passos que todos seguimos hoje. Uma das tarefas da Hierarquia é dar um exemplo à Humanidade. Estas personalidades espirituais – Adeptos e Mestres – lutaram pela vitória e domínio no plano físico enfrentando enganos, sofrimentos e perigos da vida diária. Venceram todas a dificuldades. Estes nossos Irmãos Maiores passaram pela crucificação do eu pessoal.
 
A vida do Mestre Jesus, O Cristo, é o mais potente dos exemplos de seguidores desse caminho com cinco estágios bem característicos: 1) nascimento ou entrada na matéria; 2) baptismo ou purificação através do serviço na vida; 3) transfiguração ou iluminação da consciência; 4) crucificação ou domínio sobre a matéria, e 5) ascensão e ressurreição, isto é, entrada num nível ainda maior de consciência.
 
Neste caminho, o Cristo delimitou o que cada um de nós deve fazer, ou seja: nascer num corpo físico para experienciar a vida em todos os planos; purificar os corpos através do serviço aos demais; iluminar a consciência reconhecendo-se como filho de Deus, herdeiro e co-criador de Seu reino; submeter a matéria ao espírito e assim ressurgir para a vida plena, a vida mais abundante de que falou o Cristo que permite uma inserção consciente no Todo.
 
Os Hierarcas ou Mestres de Sabedoria abriram um caminho para toda a Humanidade e seus métodos podem ser adaptados às necessidades de cada um de nós caminheiros que estamos vindo depois. Nos livros dos ensinamentos os Mestres nos ensinam a maneira pela qual devemos caminhar para conseguirmos os mesmos resultados que Eles alcançaram, pois a chispa divina – o Eu Sou, Deus em cada um está presente e pronta para se transformar em chama brilhante desde que nos decidamos a seguir o caminho do auto-aperfeiçoamento e do serviço ao próximo. 
 
 
2) Constituição da Hierarquia Planetária
 
A Hierarquia Espiritual do Planeta é o governo deste mundo. É um centro de energias conscientemente dirigidas que regem o destino da Terra. Assim como um país tem seu governo constituído por homens que ocupam cargos de poder e regem os destinos de uma nação, também o planeta Terra juntamente com todos os seres que nele habitam tem para guiá-lo Grandes Seres aos quais chamamos Mestres, Santos e Anjos. Os Mestres tratam do desenvolvimento da consciência e os Anjos, da construção das formas onde actua a consciência.
 
Neste trabalho abordaremos somente a Hierarquia Planetária responsável pelo desenvolvimento da consciência humana.
 
O Supremo Hierarca de nosso planeta é Sanat Kumara, a encarnação do Logos Planetário, um dos sete espíritos ante o trono de que fala a Bíblia. Sanat Kumara, veio à Terra na metade da Era Lemuriana, há dezoito milhões de anos, tendo permanecido connosco desde então. Abriga em sua aura ou esfera magnética de influência todas as evoluções deste planeta. “Nele vivemos, nos movemos e temos nosso ser”. Ele é o Grande Sacrifício que deixou a glória dos altos lugares para o bem da evolução dos homens. O Senhor do Mundo é o que nós chamamos Deus; tudo aquilo que vemos e conhecemos é sua manifestação, daí o grande sacrifício. Tibetano diz que sacrifício significa dar para. Na Génese da Bíblia este dar para é representado por Deus soprando o Seu próprio alento nas narinas do homem e o homem se tornando alma vivente.
 
Com Sanat Kumara veio um grupo de entidades altamente evoluídas que manifestam a natureza tríplice do próprio Logos Planetário. Vieram para formar pontos focais de energia planetária a fim de ajudar no grande plano do desabrochar auto-consciente de toda vida. Seus lugares têm sido gradualmente preenchidos pelos filhos dos homens à medida que se qualificam para isso. Esse grupo esotérico central de seis Kumaras e o Senhor do Mundo formam o topo da Hierarquia.
 
A vinda destes seres provocou grandes mudanças em nosso Logos Planetário, sendo o efeito mais próximo estimular o germe da mente no homem animal o que de outra maneira teria sido inconcebivelmente vagaroso. Devido a tal estímulo os quatro corpos inferiores do homem – corpo físico denso, o etérico, o emocional e o incipiente germe da mente se coordenaram e o homem se tornou um receptáculo apropriado para a vinda das entidades auto-conscientes, reflexos da vontade espiritual, da sabedoria e da mente superior. O quarto reino ou humano veio então à existência e o homem, como unidade racional consciente de si próprio, começou sua carreira. Outro resultado do advento da Hierarquia foi a aceleração do desenvolvimento em todos os reinos da natureza.
 
Após a descida dessas existências espirituais à Terra, nos dias Lemurianos, o trabalho que elas planejaram foi sistematizado, as funções distribuídas e os processos de evolução postos sob a direcção desta fraternidade inicial. A Hierarquia de Irmãos da Luz existe e prossegue firmemente estando em existência física em corpos densos e alguns em corpos etéricos como Sanat Kumara e seus auxiliares mais elevados.
 
É bom para os homens lembrarem que Eles estão connosco, controlando os destinos do planeta e liderando a evolução dos seres. A Terra não é um barco sem leme.
 
A sede central desta Hierarquia é em Shambala, em matéria etérica. Vários Mestres vivem em corpo físico nos Himalaias, num lugar retirado chamado Shigatse.
O filme “Horizonte Perdido” refere-se a Shangri-lá (Shambala) sendo uma alusão a este lugar de ouro onde há paz, abundância e uma vida prolongada. Shambala aparece no Ocidente como a terra mítica de Shangri-lá.
 
A Shambala terrestre está ligada à Shambala celestial pois um elo une estes dois mundos. “Como um diamante cintila a Torre de Shambala. E como um espelho mágico ele vê todos os acontecimentos da Terra. A distância não existe e sua luz poderosa pode destruir as trevas”... mas respeita o livre arbítrio. Sua actividade ocorre em toda parte. O Cristo clamou pela Vontade de Shambala quando disse: Seja feita a Tua Vontade aqui na Terra como no Céu.
 
Muitos grandes seres de origem planetária e solar e por vezes de origem cósmica deram a sua ajuda e residiram em nosso planeta. Somos como uma grande família planetária, solar e cósmica. Esses grandes seres vieram trazer sua profunda sabedoria e inteligência para a Terra. Quando se foram seus lugares foram ocupados por certos membros da Hierarquia Planetária.
 
Por sua vez, adeptos tiveram os seus lugares ocupados por iniciados e estes, por discípulos de modo que tem havido sempre circulação de vida e sangue novos e o ingresso daqueles que pertencem a uma época particular.
 
Entre estes podemos citar Sankaracharya, Vyasa, Maomé, Jesus de Nazaré, Krishna e outros de iniciação menor como Paulo de Tarso, Lutero, etc. Eles tiveram por objectivo provocar condições que favorecem a evolução.
 
A maior parte da Hierarquia está espalhada por todo o mundo, vivendo de forma desconhecida mas formando cada um, em seu próprio lugar, um ponto focal de energia do Senhor do Mundo e tornando-se, em seu próprio ambiente, um distribuidor do amor e sabedoria da Divindade.
 
Como já foi dito no cume dos trabalhos planetários dirigindo toda a evolução da Terra está o REI, Sanat Kumara, o Senhor do Mundo, o Ancião dos Dias, a Juventude de Verões Eternos e a Fonte da Vontade do Logos Planetário.
 
Cooperando com ele estão os seis Kumaras, três esotéricos e três exotéricos. Além dessas entidades principais, presidindo a Câmara do Conselho de Shambala há um grupo de quatro seres representando no Planeta os Senhores do Carma. Eles tratam do destino humano, dos registros akashicos e participam em Conselhos Solares. Eles são o mediadores planetários entre o que acontece em nosso Logos Planetário e o esquema maior.
 
 
2.1- Os Três Grandes Departamentos 
 
Abaixo de Sanat Kumara temos os três Chefes de Departamento:
 
O Manu – O ponto focal do 1º Raio da Vontade ou Poder
 
O Bodhisattva, O Cristo – Cabeça da Hierarquia e representante do 2º Raio de Amor-Sabedoria
 
Mahachohan – O Senhor da Civilização expressando o 3º Raio da Inteligência Activa
 
Estes três Senhores representam a triplicidade de toda manifestação e cada um de nós está ligado a um Deles.
 
Cada um destes chefes de Departamento dirige um número de cargos subsidiários e o Departamento do Mahachohan possui cinco divisões abrangendo quatro aspectos inferiores do governo Hierárquico. Suas divisões seguem as dos quatro Raios de Atributo:
 
Harmonia e Beleza
Ciência Concreta ou Conhecimento
Devoção ou Idealismo
Ordem Cerimonial ou Magia
 
Os Mestres de Sabedoria pertencem, chefiam e trabalham em um destes departamentos mas realizam trabalho cooperativo e integrado. Os nomes conhecidos do público são poucos e assim o fizeram nos últimos cem anos como um auto-sacrifício.
 
Os Mestres têm seus discípulos e seguidores por toda parte com o único objectivo de disseminar a verdade por meio de várias igrejas, ciências e filosofias.
 
As várias escolas de pensamento são fundadas por discípulos a quem cabe a responsabilidade (e não ao Mestre) do carma gerado pelo grupo.
 
Esses discípulos lançam o esquema, fundam a organização e escolhem os cooperadores que devem passar o ensinamento de forma adequada. Se o trabalho prosseguir como o desejado, o Mestre continuará a derramar suas bênçãos, se falhar, retira sua benção e o trabalho desaparece.
 
 
3 - O Serviço da Hierarquia Espiritual e nossa responsabilidade perante Ela
 
Tibetano, numa grande síntese, diz que o trabalho actual dos Mestres consiste em treinar alunos para o Reaparecimento do Cristo e a Exteriorização da Hierarquia.
 
Todos os Mestres nos dizem que a vinda do Cristo depende de nosso trabalho e todos podem fazer alguma coisa. Creio que todos nós aqui presentes pertencemos ao Novo Grupo de Servidores do Mundo que é o agente do Cristo. Toda a pessoa espiritualizada pode e deve trabalhar onde se encontra, entre as pessoas com as quais está associado e com o equipamento psicológico e físico que possui para ajudar nesse trabalho.
 
O Mestre afirma que a vinda do Cristo está condicionada às correctas relações — a cooperação em lugar da competição. A cooperação é o primeiro passo para a Fraternidade. A Hierarquia coopera connosco.
 
Morya afirma que “a Hierarquia é cooperação; resulta num circuito contínuo de centelhas de energias, de cima para baixo e de baixo para cima. O dínamo produtor desta corrente flamejante é o coração. Significa que acima de tudo a Hierarquia é o Ensinamento do Coração — a força motriz central.”
 
O tesouro do coração estabelece concordância com a Consciência Cósmica quando o coração, além de seu próprio ritmo, até o ritmo cósmico percebe. Então ele possui o conhecimento directo. Ele sente e sabe. Sendo uma ligação com o Mundo Superior expressa o indiscutível. Aquilo que o Espaço Cósmico respira, o coração sensível também respira. O coração saturado sente todas as perturbações.
 
O Cristo penetrava no coração do irmão e conhecia sua necessidade e o curava. Cada vibração ressoa num coração sensível. A imagem do Homem-Deus leva em seu coração o cálice cheio, pronto para voar mas que o leva todo à Terra. Renunciando ao seu destino ele intensifica o seu Ser Ardente — aquela faísca divina que falamos no início deste trabalho.
 
Shambala é o alimento para aquelas chispas se tornarem uma Chama Ardente. É o Imã Cósmico. Imã é atracção e atracção é amor.
 
O homem busca a Comunidade de Shambala pela invasão de seu território mas aquele que conhece o caminho da Hierarquia anda pelo caminho do amor, do trabalho e da fé. E onde estiver ali será o seu Shangri-lá.
 
Morya diz: “andai pelo Caminho do Coração e o Cálice afirmará o caminho. Em algumas figuras antigas vemos o Cristo representado com o dedo indicador apontando para o coração em chamas. Este coração arde de compaixão pela humanidade empobrecida.”
 
Shambala é a estrela que guia todos os buscadores. Shambala é uma ardente Força Motriz de Vida. O Senhor de Shambala vive a Verdade e afirma a Verdade. O Senhor de Shambala é o ápice da vida e promove a ressurreição do Espírito — a criação do Novo Mundo, da Nova Era. Diante do caos que o mundo atravessa poderá a humanidade emergir num novo patamar de vida mais abundante já visualizado pelo Cristo, conhecedor da constante renovação que permite a harmonização com o Plano Divino.
 
A harmonia se estabelece pela consonância de corações, quando o coração ardente do homem entra em concordância com Shambala e esta por sua vez vive e respira a Verdade no Coração do Sol. O discípulo que faz essa sintonização em seu coração capta a verdade do ensinamento e traz para o mundo a Boa Nova de um Mestre da Hierarquia com o ensinamento de um dos raios da divindade como o fizeram Alice A. Bailey que trouxe o ensinamento do Mestre Tibetano, de 2º Raio e Helena Roerich que nos legou, o ensinamento do Mestre Morya, de 1º Raio.
 
Nicholas Roerich diz textualmente em seu livro “Shambala: Em Busca da Nova Era” que o ensinamento de Shambala reside fundamentalmente em não falar de algo distante e secreto. Shambala existe aqui na Terra e tudo pode ser alcançado aqui na Terra. O ensinamento de Shambala é vital. É concebido às encarnações terrestres e pode ser aplicado sob quaisquer condições humanas.”
 
Como pode alguém afirmar-se na Hierarquia? Morya diz que somente através do coração e empenho infinito em direcção ao serviço. Na verdade, todo aquele que esteja no caminho deve aceitar o serviço do coração. A consonância do coração e a compreensão do poder do serviço devem estar na base de todos os inícios. Quando o Mestre afirma Sobrecarregai-Me, diz não estar fazendo um sacrifício mas somente multiplicando o poder do espírito. 
 
“A lenda sobre o Gigante Atlas Sustentando a Terra não é uma superstição, mas uma lembrança d’Aquele que assumiu o peso da responsabilidade pela Terra. Assim, em cada acção há alguém que tomou sobre seus ombros a responsabilidade. Um em cooperação com os outros representa o equilíbrio como um pião em movimento. Assim actuam os Amigos da Humanidade, isto é, os Mestres.” Eles, num serviço contínuo, se mantêm alinhados à Shambala Celeste.
 
Morya diz ainda: “Poderão perguntar-vos como se define a entrada no caminho do serviço? Certamente, o primeiro sinal será uma renúncia do passado e uma aspiração plena para o futuro. O segundo sinal será a conscientização do Mestre no coração, não porque seja necessário assim, mas porque é impossível de outra maneira. O terceiro sinal será a rejeição do medo, porque aquele que for armado pelo Senhor é invulnerável.
 
O quarto será a não condenação, porque aquele que aspira para o futuro não tem tempo de se ocupar com o refugo de ontem. O quinto será o preenchimento de todo o tempo com trabalho para o futuro. O sexto será alegria do serviço e o sacrifício de todo o seu ser pelo bem do mundo. O sétimo será a aspiração espiritual para os mundos distantes como um caminho predestinado. De acordo com estes sinais vós discernireis um espírito pronto para o Serviço.”
 
Para maior fixação iremos repetir os sete sinais da entrada no caminho do serviço: renúncia do passado, conscientização do Mestre no coração, rejeição do medo, não condenação, preenchimento do tempo com o trabalho para o futuro, alegria do serviço e aspiração espiritual.
 
Mestre Morya diz que a declaração “Eu te amo Senhor” é mais forte para nos ligar aos Mestres do que “Ajuda-me Senhor”. O Mestre sabe que é possível ajudar e a ajuda vem com facilidade porque ninguém melhor do que os Mestres para viver o mandamento “Amai-vos uns aos outros”. A generosidade de Seus corações é incomensurável e a avareza é desconhecida para estes Corações Flamejantes.
 
Diz o Ensinamento que somente por si mesmo pode alguém alcançar a Morada dos Mestres, a Cidade Luminosa de Shambala. Mestre Morya nos ensina no livro Agni Ioga a oração a esta Morada da Luz. Vamos fazê-la em conjunto:
 
Tu que me chamaste para o Caminho do Trabalho
Aceita minha habilidade e meu desejo
Aceita meu labor, Ó Senhor
Pois Tu me vês de dia e de noite.
Dá-me Tua Mão, Ó Senhor
Pois a escuridão é grande.
Eu sigo a Ti!
 
Bibliografia:
Bailey, Alice – “Iniciação Humana e Solar”, Fundação Cultural Avatar 
Hierarquia (da série Agni Ioga), Fundação Cultural Avatar 
Anglada, Vicente Beltran – Shamballa, Editora Aquariana
Roerich, Nicholas – “Shamballa: Em Busca da Nova Era”, Editora Nova Era
publicado por Emanuel às 16:30
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