.Poeta e Pensador

ruiemanuelpais
Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A HIERÁRQUIA ESPIRITUAL

 

 
A Hierarquia Espiritual
 
Prof.ª Tânia Araujo
 
 
Palestra proferida pela Professora Tânia Gonçalves de Araújo, Directora Cultural da Fundação Cultural Avatar, na solenidade de aniversário da Fundação Cultura do Espírito em Novembro de 2001.
 
 
1) A Hierarquia Espiritual
 
Mestre Morya escreveu um livro sob o título “Hierarquia” que se inicia assim: “Mergulhando nas ondas do Infinito, podemos ser comparados a flores arrebatadas por uma tempestade. Como nos encontraremos transfigurados no oceano do Infinito? Não seria sábio fazer sair um barco sem leme... Como marcos num caminho luminoso, os Irmãos da Humanidade, sempre alertas, mantém-se em guarda, prontos a conduzir o viajante à cadeia da ascensão.
 
A Hierarquia não é coerção, é a lei da estrutura do Universo. Não é uma ameaça, mas o chamado do coração, uma advertência ardente e uma indicação para o Bem Comum.”
 
Assim conheçamos a Hierarquia da Luz.
 
O dicionário define hierarquia como ordem e subordinação de poderes; graduação de autoridade correspondendo a várias categorias. A palavra hierarquia vem do grego hierós: sagrado e arquia = ordem, poder, autoridade. Logo hierarquia em seu sentido restrito está ligada ao sagrado, ao poder do sagrado. Na antiguidade julgava-se que os reis e os faraós tinham o poder outorgado por Deus; e o poder temporal estava atrelado ao poder religioso, ao sagrado.
 
O sentido de hierarquia penetrou outras áreas da vida humana e em seu sentido lato hierarquia passou a ser organização de qualquer instituição: religiosa, civil ou militar. Hoje a hierarquia está no serviço público, forças armadas, empresas e escolas, enfim em todas as áreas onde exista um princípio de autoridade digno de respeito que garanta a organização interna da instituição e sua eficácia operacional. 
 
Quando falamos em Hierarquia Espiritual estamos nos referindo a um Reino da Natureza. No arco evolutivo temos cinco reinos: mineral, vegetal, animal, humano e espiritual (divino) que correspondem a graus de consciência. Os quatro primeiros reinos têm sido objecto de estudo das ciências, o quinto é objecto da religião. Religião vem de religare = ligar, unir e é somente através de sua ligação ao reino espiritual que o homem pode conhecê-lo.
 
Para Helena Blavatsky o homem é aquele ser em que o espírito mais elevado e a matéria mais densa se unem pela inteligência. Em verdade o homem é inteligência manifestada de forma ativa e maravilhosa. Ele é essencialmente aquele que pensa (man); ele é ainda amor incipiente e sabedoria; e possui uma vontade embrionária.
 
Quando o homem, ser do quarto reino, ultrapassa certo estágio de consciência adquirindo qualidades e poderes ele passa a fazer parte e actuar altivamente no quinto reino, o espiritual. Nesta caminhada evolutiva ele passa de aspirante a discípulo, depois a iniciado e finalmente se torna um Mestre de Sabedoria.
 
O quinto reino é formado pela Hierarquia de Seres Espirituais que promovem a evolução do planeta sendo uma réplica em miniatura daquelas entidades auto-conscientes da Hierarquia Solar, responsável pela evolução do sistema.
 
Para chegar ao quinto reino – o da Hierarquia Espiritual – o homem deve desenvolver a consciência grupal e isso se expressa pelo desabrochar da faculdade de Amor-Sabedoria, sendo esta a principal qualidade da Hierarquia Espiritual.
 
O homem ainda é muito egoísta mas a consciência do bem do grupo já não é mera visão, e a fraternidade e o reconhecimento de suas obrigações com o próximo e com os demais reinos, já começou a penetrar a consciência dos homens em toda parte. O movimento ecológico é um despertar da consciência humana nesse sentido e a boa vontade para com o próximo já é expressa. O trabalho da Hierarquia da Luz é demonstrar o verdadeiro significado da fraternidade. 
 
 
Quem são os Hierarcas?
 
Os Hierarcas ou Irmãos Maiores da Humanidade são seres caracterizados por um amor que actua sempre para o bem do grupo; por um conhecimento adquirido através de milhares de vidas e vários estágios de evolução; por uma experiência que se baseia no tempo e na multiplicidade de interacções; por uma coragem que é o resultado de muito esforço, fracassos e triunfos que agora são colocados a serviço da humanidade; por um propósito que ajusta o grupo ao plano hierárquico; e finalmente, conhecem o poder do som que os faz criadores conscientes.
 
A Hierarquia Planetária é chamada de Irmãos da Humanidade porque é composta por seres humanos que ultrapassaram o nível de consciência da humanidade comum; triunfaram sobre a matéria e alcançaram a meta pelos mesmos passos que todos seguimos hoje. Uma das tarefas da Hierarquia é dar um exemplo à Humanidade. Estas personalidades espirituais – Adeptos e Mestres – lutaram pela vitória e domínio no plano físico enfrentando enganos, sofrimentos e perigos da vida diária. Venceram todas a dificuldades. Estes nossos Irmãos Maiores passaram pela crucificação do eu pessoal.
 
A vida do Mestre Jesus, O Cristo, é o mais potente dos exemplos de seguidores desse caminho com cinco estágios bem característicos: 1) nascimento ou entrada na matéria; 2) baptismo ou purificação através do serviço na vida; 3) transfiguração ou iluminação da consciência; 4) crucificação ou domínio sobre a matéria, e 5) ascensão e ressurreição, isto é, entrada num nível ainda maior de consciência.
 
Neste caminho, o Cristo delimitou o que cada um de nós deve fazer, ou seja: nascer num corpo físico para experienciar a vida em todos os planos; purificar os corpos através do serviço aos demais; iluminar a consciência reconhecendo-se como filho de Deus, herdeiro e co-criador de Seu reino; submeter a matéria ao espírito e assim ressurgir para a vida plena, a vida mais abundante de que falou o Cristo que permite uma inserção consciente no Todo.
 
Os Hierarcas ou Mestres de Sabedoria abriram um caminho para toda a Humanidade e seus métodos podem ser adaptados às necessidades de cada um de nós caminheiros que estamos vindo depois. Nos livros dos ensinamentos os Mestres nos ensinam a maneira pela qual devemos caminhar para conseguirmos os mesmos resultados que Eles alcançaram, pois a chispa divina – o Eu Sou, Deus em cada um está presente e pronta para se transformar em chama brilhante desde que nos decidamos a seguir o caminho do auto-aperfeiçoamento e do serviço ao próximo. 
 
 
2) Constituição da Hierarquia Planetária
 
A Hierarquia Espiritual do Planeta é o governo deste mundo. É um centro de energias conscientemente dirigidas que regem o destino da Terra. Assim como um país tem seu governo constituído por homens que ocupam cargos de poder e regem os destinos de uma nação, também o planeta Terra juntamente com todos os seres que nele habitam tem para guiá-lo Grandes Seres aos quais chamamos Mestres, Santos e Anjos. Os Mestres tratam do desenvolvimento da consciência e os Anjos, da construção das formas onde actua a consciência.
 
Neste trabalho abordaremos somente a Hierarquia Planetária responsável pelo desenvolvimento da consciência humana.
 
O Supremo Hierarca de nosso planeta é Sanat Kumara, a encarnação do Logos Planetário, um dos sete espíritos ante o trono de que fala a Bíblia. Sanat Kumara, veio à Terra na metade da Era Lemuriana, há dezoito milhões de anos, tendo permanecido connosco desde então. Abriga em sua aura ou esfera magnética de influência todas as evoluções deste planeta. “Nele vivemos, nos movemos e temos nosso ser”. Ele é o Grande Sacrifício que deixou a glória dos altos lugares para o bem da evolução dos homens. O Senhor do Mundo é o que nós chamamos Deus; tudo aquilo que vemos e conhecemos é sua manifestação, daí o grande sacrifício. Tibetano diz que sacrifício significa dar para. Na Génese da Bíblia este dar para é representado por Deus soprando o Seu próprio alento nas narinas do homem e o homem se tornando alma vivente.
 
Com Sanat Kumara veio um grupo de entidades altamente evoluídas que manifestam a natureza tríplice do próprio Logos Planetário. Vieram para formar pontos focais de energia planetária a fim de ajudar no grande plano do desabrochar auto-consciente de toda vida. Seus lugares têm sido gradualmente preenchidos pelos filhos dos homens à medida que se qualificam para isso. Esse grupo esotérico central de seis Kumaras e o Senhor do Mundo formam o topo da Hierarquia.
 
A vinda destes seres provocou grandes mudanças em nosso Logos Planetário, sendo o efeito mais próximo estimular o germe da mente no homem animal o que de outra maneira teria sido inconcebivelmente vagaroso. Devido a tal estímulo os quatro corpos inferiores do homem – corpo físico denso, o etérico, o emocional e o incipiente germe da mente se coordenaram e o homem se tornou um receptáculo apropriado para a vinda das entidades auto-conscientes, reflexos da vontade espiritual, da sabedoria e da mente superior. O quarto reino ou humano veio então à existência e o homem, como unidade racional consciente de si próprio, começou sua carreira. Outro resultado do advento da Hierarquia foi a aceleração do desenvolvimento em todos os reinos da natureza.
 
Após a descida dessas existências espirituais à Terra, nos dias Lemurianos, o trabalho que elas planejaram foi sistematizado, as funções distribuídas e os processos de evolução postos sob a direcção desta fraternidade inicial. A Hierarquia de Irmãos da Luz existe e prossegue firmemente estando em existência física em corpos densos e alguns em corpos etéricos como Sanat Kumara e seus auxiliares mais elevados.
 
É bom para os homens lembrarem que Eles estão connosco, controlando os destinos do planeta e liderando a evolução dos seres. A Terra não é um barco sem leme.
 
A sede central desta Hierarquia é em Shambala, em matéria etérica. Vários Mestres vivem em corpo físico nos Himalaias, num lugar retirado chamado Shigatse.
O filme “Horizonte Perdido” refere-se a Shangri-lá (Shambala) sendo uma alusão a este lugar de ouro onde há paz, abundância e uma vida prolongada. Shambala aparece no Ocidente como a terra mítica de Shangri-lá.
 
A Shambala terrestre está ligada à Shambala celestial pois um elo une estes dois mundos. “Como um diamante cintila a Torre de Shambala. E como um espelho mágico ele vê todos os acontecimentos da Terra. A distância não existe e sua luz poderosa pode destruir as trevas”... mas respeita o livre arbítrio. Sua actividade ocorre em toda parte. O Cristo clamou pela Vontade de Shambala quando disse: Seja feita a Tua Vontade aqui na Terra como no Céu.
 
Muitos grandes seres de origem planetária e solar e por vezes de origem cósmica deram a sua ajuda e residiram em nosso planeta. Somos como uma grande família planetária, solar e cósmica. Esses grandes seres vieram trazer sua profunda sabedoria e inteligência para a Terra. Quando se foram seus lugares foram ocupados por certos membros da Hierarquia Planetária.
 
Por sua vez, adeptos tiveram os seus lugares ocupados por iniciados e estes, por discípulos de modo que tem havido sempre circulação de vida e sangue novos e o ingresso daqueles que pertencem a uma época particular.
 
Entre estes podemos citar Sankaracharya, Vyasa, Maomé, Jesus de Nazaré, Krishna e outros de iniciação menor como Paulo de Tarso, Lutero, etc. Eles tiveram por objectivo provocar condições que favorecem a evolução.
 
A maior parte da Hierarquia está espalhada por todo o mundo, vivendo de forma desconhecida mas formando cada um, em seu próprio lugar, um ponto focal de energia do Senhor do Mundo e tornando-se, em seu próprio ambiente, um distribuidor do amor e sabedoria da Divindade.
 
Como já foi dito no cume dos trabalhos planetários dirigindo toda a evolução da Terra está o REI, Sanat Kumara, o Senhor do Mundo, o Ancião dos Dias, a Juventude de Verões Eternos e a Fonte da Vontade do Logos Planetário.
 
Cooperando com ele estão os seis Kumaras, três esotéricos e três exotéricos. Além dessas entidades principais, presidindo a Câmara do Conselho de Shambala há um grupo de quatro seres representando no Planeta os Senhores do Carma. Eles tratam do destino humano, dos registros akashicos e participam em Conselhos Solares. Eles são o mediadores planetários entre o que acontece em nosso Logos Planetário e o esquema maior.
 
 
2.1- Os Três Grandes Departamentos 
 
Abaixo de Sanat Kumara temos os três Chefes de Departamento:
 
O Manu – O ponto focal do 1º Raio da Vontade ou Poder
 
O Bodhisattva, O Cristo – Cabeça da Hierarquia e representante do 2º Raio de Amor-Sabedoria
 
Mahachohan – O Senhor da Civilização expressando o 3º Raio da Inteligência Activa
 
Estes três Senhores representam a triplicidade de toda manifestação e cada um de nós está ligado a um Deles.
 
Cada um destes chefes de Departamento dirige um número de cargos subsidiários e o Departamento do Mahachohan possui cinco divisões abrangendo quatro aspectos inferiores do governo Hierárquico. Suas divisões seguem as dos quatro Raios de Atributo:
 
Harmonia e Beleza
Ciência Concreta ou Conhecimento
Devoção ou Idealismo
Ordem Cerimonial ou Magia
 
Os Mestres de Sabedoria pertencem, chefiam e trabalham em um destes departamentos mas realizam trabalho cooperativo e integrado. Os nomes conhecidos do público são poucos e assim o fizeram nos últimos cem anos como um auto-sacrifício.
 
Os Mestres têm seus discípulos e seguidores por toda parte com o único objectivo de disseminar a verdade por meio de várias igrejas, ciências e filosofias.
 
As várias escolas de pensamento são fundadas por discípulos a quem cabe a responsabilidade (e não ao Mestre) do carma gerado pelo grupo.
 
Esses discípulos lançam o esquema, fundam a organização e escolhem os cooperadores que devem passar o ensinamento de forma adequada. Se o trabalho prosseguir como o desejado, o Mestre continuará a derramar suas bênçãos, se falhar, retira sua benção e o trabalho desaparece.
 
 
3 - O Serviço da Hierarquia Espiritual e nossa responsabilidade perante Ela
 
Tibetano, numa grande síntese, diz que o trabalho actual dos Mestres consiste em treinar alunos para o Reaparecimento do Cristo e a Exteriorização da Hierarquia.
 
Todos os Mestres nos dizem que a vinda do Cristo depende de nosso trabalho e todos podem fazer alguma coisa. Creio que todos nós aqui presentes pertencemos ao Novo Grupo de Servidores do Mundo que é o agente do Cristo. Toda a pessoa espiritualizada pode e deve trabalhar onde se encontra, entre as pessoas com as quais está associado e com o equipamento psicológico e físico que possui para ajudar nesse trabalho.
 
O Mestre afirma que a vinda do Cristo está condicionada às correctas relações — a cooperação em lugar da competição. A cooperação é o primeiro passo para a Fraternidade. A Hierarquia coopera connosco.
 
Morya afirma que “a Hierarquia é cooperação; resulta num circuito contínuo de centelhas de energias, de cima para baixo e de baixo para cima. O dínamo produtor desta corrente flamejante é o coração. Significa que acima de tudo a Hierarquia é o Ensinamento do Coração — a força motriz central.”
 
O tesouro do coração estabelece concordância com a Consciência Cósmica quando o coração, além de seu próprio ritmo, até o ritmo cósmico percebe. Então ele possui o conhecimento directo. Ele sente e sabe. Sendo uma ligação com o Mundo Superior expressa o indiscutível. Aquilo que o Espaço Cósmico respira, o coração sensível também respira. O coração saturado sente todas as perturbações.
 
O Cristo penetrava no coração do irmão e conhecia sua necessidade e o curava. Cada vibração ressoa num coração sensível. A imagem do Homem-Deus leva em seu coração o cálice cheio, pronto para voar mas que o leva todo à Terra. Renunciando ao seu destino ele intensifica o seu Ser Ardente — aquela faísca divina que falamos no início deste trabalho.
 
Shambala é o alimento para aquelas chispas se tornarem uma Chama Ardente. É o Imã Cósmico. Imã é atracção e atracção é amor.
 
O homem busca a Comunidade de Shambala pela invasão de seu território mas aquele que conhece o caminho da Hierarquia anda pelo caminho do amor, do trabalho e da fé. E onde estiver ali será o seu Shangri-lá.
 
Morya diz: “andai pelo Caminho do Coração e o Cálice afirmará o caminho. Em algumas figuras antigas vemos o Cristo representado com o dedo indicador apontando para o coração em chamas. Este coração arde de compaixão pela humanidade empobrecida.”
 
Shambala é a estrela que guia todos os buscadores. Shambala é uma ardente Força Motriz de Vida. O Senhor de Shambala vive a Verdade e afirma a Verdade. O Senhor de Shambala é o ápice da vida e promove a ressurreição do Espírito — a criação do Novo Mundo, da Nova Era. Diante do caos que o mundo atravessa poderá a humanidade emergir num novo patamar de vida mais abundante já visualizado pelo Cristo, conhecedor da constante renovação que permite a harmonização com o Plano Divino.
 
A harmonia se estabelece pela consonância de corações, quando o coração ardente do homem entra em concordância com Shambala e esta por sua vez vive e respira a Verdade no Coração do Sol. O discípulo que faz essa sintonização em seu coração capta a verdade do ensinamento e traz para o mundo a Boa Nova de um Mestre da Hierarquia com o ensinamento de um dos raios da divindade como o fizeram Alice A. Bailey que trouxe o ensinamento do Mestre Tibetano, de 2º Raio e Helena Roerich que nos legou, o ensinamento do Mestre Morya, de 1º Raio.
 
Nicholas Roerich diz textualmente em seu livro “Shambala: Em Busca da Nova Era” que o ensinamento de Shambala reside fundamentalmente em não falar de algo distante e secreto. Shambala existe aqui na Terra e tudo pode ser alcançado aqui na Terra. O ensinamento de Shambala é vital. É concebido às encarnações terrestres e pode ser aplicado sob quaisquer condições humanas.”
 
Como pode alguém afirmar-se na Hierarquia? Morya diz que somente através do coração e empenho infinito em direcção ao serviço. Na verdade, todo aquele que esteja no caminho deve aceitar o serviço do coração. A consonância do coração e a compreensão do poder do serviço devem estar na base de todos os inícios. Quando o Mestre afirma Sobrecarregai-Me, diz não estar fazendo um sacrifício mas somente multiplicando o poder do espírito. 
 
“A lenda sobre o Gigante Atlas Sustentando a Terra não é uma superstição, mas uma lembrança d’Aquele que assumiu o peso da responsabilidade pela Terra. Assim, em cada acção há alguém que tomou sobre seus ombros a responsabilidade. Um em cooperação com os outros representa o equilíbrio como um pião em movimento. Assim actuam os Amigos da Humanidade, isto é, os Mestres.” Eles, num serviço contínuo, se mantêm alinhados à Shambala Celeste.
 
Morya diz ainda: “Poderão perguntar-vos como se define a entrada no caminho do serviço? Certamente, o primeiro sinal será uma renúncia do passado e uma aspiração plena para o futuro. O segundo sinal será a conscientização do Mestre no coração, não porque seja necessário assim, mas porque é impossível de outra maneira. O terceiro sinal será a rejeição do medo, porque aquele que for armado pelo Senhor é invulnerável.
 
O quarto será a não condenação, porque aquele que aspira para o futuro não tem tempo de se ocupar com o refugo de ontem. O quinto será o preenchimento de todo o tempo com trabalho para o futuro. O sexto será alegria do serviço e o sacrifício de todo o seu ser pelo bem do mundo. O sétimo será a aspiração espiritual para os mundos distantes como um caminho predestinado. De acordo com estes sinais vós discernireis um espírito pronto para o Serviço.”
 
Para maior fixação iremos repetir os sete sinais da entrada no caminho do serviço: renúncia do passado, conscientização do Mestre no coração, rejeição do medo, não condenação, preenchimento do tempo com o trabalho para o futuro, alegria do serviço e aspiração espiritual.
 
Mestre Morya diz que a declaração “Eu te amo Senhor” é mais forte para nos ligar aos Mestres do que “Ajuda-me Senhor”. O Mestre sabe que é possível ajudar e a ajuda vem com facilidade porque ninguém melhor do que os Mestres para viver o mandamento “Amai-vos uns aos outros”. A generosidade de Seus corações é incomensurável e a avareza é desconhecida para estes Corações Flamejantes.
 
Diz o Ensinamento que somente por si mesmo pode alguém alcançar a Morada dos Mestres, a Cidade Luminosa de Shambala. Mestre Morya nos ensina no livro Agni Ioga a oração a esta Morada da Luz. Vamos fazê-la em conjunto:
 
Tu que me chamaste para o Caminho do Trabalho
Aceita minha habilidade e meu desejo
Aceita meu labor, Ó Senhor
Pois Tu me vês de dia e de noite.
Dá-me Tua Mão, Ó Senhor
Pois a escuridão é grande.
Eu sigo a Ti!
 
Bibliografia:
Bailey, Alice – “Iniciação Humana e Solar”, Fundação Cultural Avatar 
Hierarquia (da série Agni Ioga), Fundação Cultural Avatar 
Anglada, Vicente Beltran – Shamballa, Editora Aquariana
Roerich, Nicholas – “Shamballa: Em Busca da Nova Era”, Editora Nova Era
publicado por Emanuel às 16:30
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DEUS O ESPÍRITO DA NOVA ERA

 

 
DEUS O ESPÍRITO DA NOVA ERA
 
Algumas das vossas sociedades humanas optaram por ignorar Deus por completo e formar um sistema baseado na eliminação de qualquer envolvimento com Deus.
 
Estes governos não foram bem sucedidos a longo prazo, e não podem ser, porque as vidas das pessoas são baseadas nos seus valores e os seus valores são baseados nos seus entendimentos mais profundos sobre a Vida, e os entendimentos mais profundos sobre a Vida são baseados nas suas histórias culturais, e nenhuma limpeza de Deus dessas histórias culturais conseguirá remover essa influência durante muito tempo, pois a ligação com o Divino é instintiva na humanidade, e tentar ignorar esse elo é infrutífero.
 
Assim, os governos que tentaram eliminar Deus da paisagem social e política, ou caíram como no caso da União Soviética, da Alemanha de Leste, etc… ou, para não caírem, afrouxaram as suas restrições para “permitir” a reentrada de Deus, como no caso da nova Rússia por exemplo. E até um pouco, regressando sorrateiramente, agora na China.
 
Os governos que tentaram eliminar completamente Deus das vidas das pessoas descobriram que é completamente impossível fazê-lo. O impulso em direcção ao Divino é celular.
 
Toda a gente – e tudo na Vida, a bem dizer – está imbuída de um conhecimento íntimo, uma percepção interior, daquilo a que chamam Deus.
 
“A raça humana é como uma orquestra, em que cada secção lê uma partitura diferente. Cada secção toca perfeitamente a sua melodia, no entanto o resultado não é uma sinfonia mas uma cacofonia.”
 
Nos dias da Nova Espiritualidade, a natureza de Deus e das características de Deus serão compreendidas muito mais plenamente.
 
A unidade de todas as coisas – incluindo a unidade de Deus e da humanidade – é um princípio fundamental na Nova Espiritualidade. Os sistemas políticos que não reflectirem esta nova crença, ou que não se adaptem a ela, simplesmente não sobreviverão.
 
O que produz uma sociedade iluminada é uma mudança na consciência colectiva e é isso que a Nova Espiritualidade vai gerar. Com essa mudança advirá uma consciencialização ampliada.
 
“Nos dias da Nova Espiritualidade, os membros da sociedade terão ideias claras sobre o que é do seu interesse comum, e saberão como chegar a essa determinação sem brigar, discutir ou lutar e, para todo o sempre, sem conflito violento.”
 
Transcrito por Rui Pais
Livro: CONVERSAS COM DEUS
De: Neale Donald Walsch
Em 26 de Junho de 2007
 
publicado por Emanuel às 16:14
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DEUS E AS DEZ ILUSÕES DOS SERES HUMANOS

 

DEUS E AS DEZ ILUSÕES DOS SERES HUMANOS
 
AS DEZ ILUSÕES DOS SERES HUMANOS
 
01 - Necessidade
02 - Fracasso
03 - Desunião
04 – Insuficiência
05 - Exigência
06 - Juízo
07 – Condenação
08 - Condicionalismo
09 - Superioridade
10 - Ignorância.
 
A Vida é eterna, o Amor é imortal, e a Morte apenas um horizonte… Deus
 
Mergulha para dentro de ti próprio, só assim encontrarás aquilo que possuis. É dentro de ti que encontrarás a felicidade.
A felicidade é uma decisão não uma experiência.
 
O amor é uma decisão não uma reacção.
Amor é nunca ter de pedir desculpa.
 
Não julguem nem condenem. A morte é uma ilusão.
 
A Vida é um processo de experiência de união e separação. União e separação são o próprio ritmo da Vida.
A Vida é um ciclo.
 
O sofrimento é uma reacção à separação e a tristeza é o anúncio de sua vontade. À medida que aumenta o vosso sentido de unidade, a dor e a desolação desaparecerão de vossas vidas.
A dor e o sofrimento são evitados quando se experiência a unidade, uns com os outros e com Deus.
 
A Paz está na essência de todos os seres humanos. Tudo o que faço, faço por mim.
 
A SUPERIORIDADE é a ideia mais sedutora (ilusória) que alguma vez recaiu sobre a experiência dos seres humanos. A vossa experiência é o resultado da vossa decisão, não a sua causa. A experiência do saber pode ficar connosco ou pode chegar e partir. Não se sinta exultante se ficar nem desapontado se partir.
 
Toda a Vida é uma dádiva e tudo é perfeição. Toda a Vida move-se em ciclos e são estes ciclos que dão sentido à Vida.
 
O conhecimento perde-se, a sabedoria nunca se perde…
A alma é o corpo de Deus em formação…
 
Nada do que é observado deixa de ser afectado pelo observador.
Toda a conclusão é uma ilusão.
Nós somos os criadores da nossa realidade.
A DESUNIÃO não existe, somos todos Um.
O FRACASSO não existe.
A NECESSIDADE não existe.
A Vida não é um processo de descoberta, é um processo de criação…
 
A definição de certo e errado é uma definição estabelecida no tempo, mas também no espaço geográfico. Deus
 
A – Vejam as ilusões como ilusões.
B – Decidam o que significam.
C – Recriem-se de novo a vós próprios.
 
1 – Nada no meu mundo é real.
2 – O significado de tudo é o significado que eu lhe dou.
3 – Sou quem eu digo que sou, e a minha experiência é a que eu digo que é!
 
Tudo o que está a acontecer nas vossas vidas, são Vocês a causa dessa questão.
 
O século XXI é o tempo do despertar, de encontrar o criador interior. Muitos seres experienciarão a unidade com Deus e com a Vida, será o começo da Era Dourada do novo humano, sobre a qual está escrito; o tempo do humano universal, eloquentemente descrito por aqueles dentre vós que possuem profundo discernimento.
 
Uma essência invisível e subtil é o espírito de todo o universo. Sabedoria Hindu
 
Quando um homem está a falar não pode estar a respirar, e quando um homem está a respirar não pode estar a falar. Upanishad
 
Tudo o que nós damos recebe-se de volta… Não vim para vos diminuir mas para vos exaltar. Deus
 
Uma esposa não é amada pelo amor de esposa, mas uma esposa é amada pelo amor à alma que há na esposa. Upanishad Antiga Filosofia Hindu
 
As riquezas não são amadas por amor à riqueza, mas a riqueza é amada pelo valor da alma que há na riqueza, porque religião, poder, céus, seres, deuses e tudo fazem parte da alma, tal como alguém que bate num tambor e os sons não podem ser dominados, mas se retirarmos o tocador do tambor ou o tambor, já os sons são dominados, assim também acontece com o Espírito a Alma. Upanishad Antiga Filosofia Hindu
 
BHAGAVAD GITA – É a mais antiga ESCRITA HINDU... É o memorial do conhecimento dado por Deus na IDADE da CONFLUÊNCIA.
 
 

 

 

publicado por Emanuel às 15:40
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

OS SENTIMENTOS DE SYLVIA COHIN EXPRESSOS NESTE POEMA SOBRE A TRAGÉDIA DAS CRIANÇAS EM HAITI

 

 
 
 
Não me olhes desse jeito!
 
Sylvia Cohin
 
Por que me olhas assim
como coisa que eu soubesse
do autor do folhetim
que o teu sorriso arrefece?
 
Eu não sou quem aparento
e na verdade confesso
ao te ver, por um momento,
em teu olhar, eu tropeço
 
Porque sinto quanto cansa
ser adulto vida fora
e manter viva a criança
que aqui dentro ainda mora!
 
Não me olhes desse jeito
co'esses olhos de azeviche
porque me cravas no peito
o vodu do teu fetiche
 
Não me dês este sorriso
que m'inquieta intimamente
É que o arco do teu riso
estremece muito a gente...
 
Teu olhar de confiança
que persiste a toda prova,
é candura que descansa
no canto de minha trova
 
Mas é também a certeza
que estás rindo de meu mundo
e te diverte a surpresa
que me assusta e cala fundo...
 
E me faz querer banhar-me
na Luz de tua retina
e quiçá sem muito alarme,
te sorrir como menina! 
 
Mas espero que permitas
a despeito dos escolhos,
enquanto rindo me fitas,
mais um mergulho em teus olhos.
 
 
Sylvia Cohin
Brasil, 23.01.2010
 
 
 
 
publicado por Emanuel às 21:46
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

O BHAGAVAD GITA - A EXPRESSÃO DE DEUS

 

O BHAGAVAD GITA - DEUS NA SUA ESSÊNCIA
O Gita é o coração, a alma, a respiração, e a voz do Senhor. Nenhuma austeridade, penitência, sacrifício, caridade, peregrinação, promessa, jejum o continência equipara-se ao estudo do Gita. É difícil para uma pessoa comum, ou mesmo para grande sábios e acadêmicos, entender a profundidade e o secreto significado do Gita. Entender o Gita completamente é como um peixe medir a extensão do oceano; um pássaro tentar medir o céu. O Gita é o profundo oceano do conhecimento do Absoluto; somente o Senhor poder entendê-lO completamente. Ninguém outro, senão o Senhor Krishna, poderá declarar a autoridade do Gita.                 
Quando alguém realiza Deus por Sua graça, os nós da ignorância são desatados, todas as dúvidas e confusões são desfeitas, e todo o Karma é exaurido.  O verdadeiro conhecimento do Ser Supremo vem apenas por Sua graça.
publicado por Emanuel às 22:00
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

O PODER DOS PENSAMENTOS – AUTOR RUI PAIS

 

O PODER DOS PENSAMENTOS – AUTOR RUI PAIS
 
Deus mostra-nos o rumo da Vida, a partir do Seu Núcleo Central, donde dirige os destinos do Universo. Rui Pais
 
Se Deus não existisse teríamos que cozinhar um modelo de realidade. Rui Pais
 
A maldade surge a partir das ideias maquiavélicas produzidas na ociosidade dos seres humanos. Rui Pais
 
Se Deus fosse um produto da nossa imaginação, teríamos que interpretar Sua linha de conduta como um exemplo que buscamos para nossas Vidas Futuras. Rui Pais
 
Todas as perguntas e respostas estão em poder do Pensamento, e Ele contém para cada pergunta certa a resposta adequada. Rui Pais
 
A morte é um momento de introspecção solidária no processo de transição pelo qual a Vida se renova para formar uma eternidade. Rui Pais
 
O certo e o errado quando não são uma opção são um acidente de percurso. Rui Pais
 
É preciso recriar a raça humana a partir duma consciência pura, é o que acontece em cada Nova Era. Rui Pais
 
Os continentes emergem acima da superfície dos Oceanos, outras vezes lá bem no fundo do mar, é a Vida na Terra na necessidade de se afirmar. Rui Pais
 
Cego é aquele que tendo olhos já não vê… quando a humanidade atinge a cegueira global o mundo vê-se perdido no seu Norte e naufraga. Rui Pais
 
A Verdade é a nossa tomada de consciência com a realidade. Rui Pais
 
Deus é perdão... na Sua Humanidade está a compaixão pelo mundo. Rui Pais
 
É preciso saber interpretar as vozes da Vida para transcrevê-las com palavras precisas. Rui Pais
 
Para ir ao âmago das coisas é necessário entender que é aí que está a sua origem. Rui Pais
 
Analisar as coisas pelo menor esforço mental não te leva a lado algum… onde não há empenho não pode haver qualidade de Vida. Rui Pais
 
 
 
publicado por Emanuel às 12:25
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A QUINTA RAÇA - A RAÇA ÁRIA, A NOSSA RAÇA...

 

A Quinta Raça
     

 

Escrito por Cláudio Azevedo   
Dom, 23 de Novembro de 2008 20:38
A QUINTA RAÇA
Segundo Helena Blavatsky (1.831-1.891), em Gênesis 25:24-34 encontramos a história alegórica do nascimento dessa Raça. Mestre Vaivasvata, segundo o clarividente Charles Webster Leadbeater (1.854-1.934), de corpo com proporções perfeitas, nos seus 1,97 m, rosto irradiando grande poder, nariz aquilino, barba castanha, vasta e ondulada, olhos castanhos e penetrantes, era o Manu, e sob sua direção formou-se a quinta Raça.
A aliança entre os descendentes dos Hierofantes da Ilha e os descendentes do Noé atlante deu origem a uma raça mista de homens justos e perversos (Gn 9:1-29). Uma raça que desenvolveu uma linguagem inflexiva e um corpo mental que a possibilitou ligar-se ao mundo dos pensamentos. Chamada Ariana, foi instruída pelo Ser que hoje conhecemos como Gautama Buda. Há 40 mil anos Ele apareceu aos egípcios como Thoth, conhecido mais tarde pelos gregos como Hermes, emigrando para a Arábia para ensinar-lhes sua doutrina da Luz interior. Em 29.700 a.C. surgiu como o primeiro Zaratustra e fundou a Religião do Fogo na Pérsia, ensinando que o fogo e a água eram purificadores de tudo, sendo esta a forma e aquele a vida. Talvez provenha daí o ensinamento posterior de Ormuz como Espírito e Ahrimán como matéria, deturpado posteriormente como sendo um poder maligno. Posteriormente apareceu aos gregos como Orfeu, por volta de 7.000 a.C., ensinando por meio de cantos e música. Afirmava que o som estava em todas as coisas e que se o homem se harmonizasse, a Divina Harmonia se manifestaria através dele, alegrando toda a Natureza. Reapareceu por volta de 550 a.C. pela última vez, como Sidarta Gautama, para restaurar a religião hindu, alcançando então a iluminação final, o estado de Buda.
Chamada a antiga raça Caucásica, a Raça raiz Ariana, evoluiu das primeiras Dinastias divinas criadas com a estirpe sagrada que sobreviveu, há cerca de 800.000 anos, tendo sido dado o passo definitivo para sua criação há 100 mil anos, pela seleção de alguns Semitas, cuja religião era diferente das dos Toltecas. Foram eles deslocados, como vimos, através da Arábia, para uma “terra prometida” e proibidos de miscigenação com outras tribos. Fixaram-se definitivamente no planeta há 14.000 anos.
Em cerca de 70.000 a.C., após, como vimos anteriormente, sobreviverem ao cataclismo da Atlântida, fixaram-se em aldeias no continente, nas praias do Mar de Gobi. Há 60 mil anos atrás já eram numerosos e uma cidade se formou, ao longo de cerca de mil anos, na forma de um leque acompanhando a costa e adentrando ao continente por cerca de 36 quilômetros. Construída com pedras maiores que as da cidade egípcia de Karnak, suas ruas apontavam para a Ilha Branca. Construiu-se também uma magnífica ponte ligando a cidade, no continente, à Ilha Branca, fato que lhe deu o nome de Cidade da Ponte. Era dirigida por três seres: Suria (futuro Maitreya), Mahaguru (futuro Gautama Buda) e o Amado Vaivasvata (Manu da quinta Raça). Há 45 mil anos a cidade chegou a seu apogeu, como capital de um vasto império que incluía toda a Ásia oriental e central, Tibete, Índia, China e Tailândia, e todas as ilhas do Japão à Austrália.
Essa primeira Sub-raça Ariana foi conhecida como Hindu, Indo-egípcia ou Hindu-ariana. De modo algum primitiva, pelo longo convívio com a Hierarquia por mais de 700 mil anos, cultivavam um sentimento de unidade da raça, toda a população sabia ler e escrever e havia um sentimento de respeito e gratidão pelos superiores, com completa ausência do desejo de auto-afirmação. A honestidade e a confiança mútua imperavam. Eram reservados para com os de outra raça, como os Turanianos, astutos e matreiros, mas não os desprezavam. A proximidade com a Hierarquia influenciava a sua religião, que consistia em louvores e ações de graças, sendo o Espírito Solar o principal objeto de culto, nos festivais de solstícios e equinócios. Vênus também era adorado e admitiam que os Devas estivessem atuando por trás de todas as forças naturais.
Seu declínio iniciou-se nas ilhas e províncias externas por volta de 40.000 a.C., quando então o Manu decidiu enviá-los ao mundo. Liderados por Marte voltaram à Arábia, onde os ancestrais Atlantes dos hindus habitavam desde 79.797 a.C., com o fito de “arianizar” essa população árabe, a segunda Sub-raça Ariana, conhecidos também com o nome de Semitas arianos.
Muitos anos depois se instalou um reinado e um povo ao sul da Arábia, que, apoiado por ordens dadas pelo próprio Manu em eras anteriores, resistia a miscigenação. A idéia de serem um povo eleito de raça pura, a quem fora prometido uma terra sagrada, fazia-os reprimir a proposta da Hierarquia. Passados muitos séculos uma minoria emigrou até o delta do Nilo, onde sua história comoveu o Faraó, que os deixou aí permanecer. Um Faraó subseqüente os escravizou e eles voltaram a emigrar (cerca de 1.250 a.C.), desta feita à Palestina. Ficaram conhecidos como povo judeu. A Sub-raça árabe se estendeu por quase toda a África, invadindo o Egito, governando-o com o nome de Reis Hicsos (1.674 a.C.) e conquistando também o grande império Sumério-Acadiano da Pérsia e Mesopotâmia, que após séculos de guerras e desordens se tornou inteiramente despovoado.
Diante disso, há 30 mil anos, vieram da Cidade da Ponte, a terceira Sub-raça, a Iraniana. Conquistaram facilmente a Pérsia e a Mesopotâmia, crescendo em poder até dominar toda a Ásia ocidental, mas evitando a Arábia e a Índia. Seu império durou até cerca de 2.200 a.C., mantendo um alto nível de civilização com o seu um milhão de habitantes. Receberam, em 29.700 a.C., do Bodhisattva a Religião do Fogo, transformada paulatinamente no Zoroastrismo conhecido atualmente.
Há 20 mil anos a quarta e a quinta Sub-raça emigraram, provindas também da Cidade da Ponte, passando pelo império Persa com destinos diferentes. A Sub-raça Céltica, ou Celta, com destino ao Cáucaso, e a Teutônica, às margens do Mar Cáspio, a noroeste do Cáucaso. Em dois mil anos os Celtas apoderaram-se de toda a Ásia menor e Cáucaso, estendendo sua colonização à costa norte do Mediterrâneo, sendo os antigos gregos, denominados pelasgos. Esses gregos, que precederam ao seu próprio povo em sua terra, foram os ancestrais dos troianos, e dominaram todo o comércio marítimo no Mar Mediterrâneo. Posteriormente outras expansões colonizaram a Albânia e a Itália. Uma quarta onda, conhecida hoje como celtas, emigrou para a França e Bélgica, Ilhas Britânicas, Espanha, Suíça e Alemanha. Uma última onda atingiu a Escandinávia.
A quinta Sub-raça, a Teutônica, emigrou para a Cracóvia, na Polônia, de onde partiram as radiações finais. Foram para o sul (croatas, sérvios e bósnios) e para o norte e leste (os eslavos – russos modernos). Uma segunda onda, a leta, deu origem aos lituanos e prussianos e uma terceira, a germânica, deu origem aos teutões, godos e escandinavos.
Em 18.800 a.C. a Estirpe Fundamental da quinta Raça raiz emigrou para “arianizar” a Índia, e ao mesmo tempo, para que Shambhala fosse deixada sozinha à época do cataclismo futuro descrito adiante. Nessa migração encontraram remanescentes da terceira e quarta Raças. Surgiu um confronto estúpido, época em que surgiu um jovem sacerdote, personagem conhecido como Rama. Visando preservar alguns dos espécimes da Raça ariana, portadores de uma civilização mais adiantada, de uma guerra contra os decadentes Atlantes, Rama pregou a paz e a renúncia, simbolizados pelo cordeiro, e conduziu o seu povo até a Índia, provavelmente há 16.000 anos atrás. O império Tolteca presente foi pacificamente e paulatinamente dominado pela Raça ariana. Uma expedição ao Egito fundou pacificamente uma dinastia ariana, a quinta dinastia divina, que reinou até 3.900 a.C., subsistindo ao cataclismo que afundou Poseidonis.
Um movimento agressivo do Imperador Atlante de Poseidonis, fez com que ocorresse uma guerra que durou muitos séculos, com vitória dos gregos pelasgos. Intensas convulsões geológicas findaram o último período glacial e afundaram Poseidonis em 9.564 a.C.. Muitas colônias gregas foram destruídas, o Mar de Gobi se transformou em terra seca e a grande ilha argelina se uniu ao continente africano, convertendo em deserto o Mar do Saara. A Cidade da Ponte hoje se acha soterrada no grande e selvagem deserto restante após a era glacial (deserto de Gobi) e Shambhala se acha em um plano etéreo no mesmo local – o grande Gobi da Mongólia.
Pretende-se que sob a sua superfície jazem tesouros em jóias, estátuas, armas, utensílios, ouro, artes requintadas, etc.. A areia de Gobi move-se regularmente de este a oeste, sob a ação de terríveis tormentas que se armam continuamente. Ocasionalmente, alguns tesouros ocultos se descobrem, mas nenhum nativo ousa tocá-lo, pois todo o distrito está sob a maldição de um poderoso encantamento. Os desertos, e outras extensões selvagens e inabitadas de uma maneira geral, e o de Gobi particularmente, são habitados por astuciosos e maus espíritos (Lc 4:1-2 e 8:29). Os Bathi, gnomos odiosos mas fiéis (vide Volume 3, “Hierarquias – elementais”), guardam os tesouros ocultos desse povo pré-histórico. Toda a área da Mongólia até o Tibete é zelosamente guardada contra qualquer intrusão estrangeira. Os autorizados a atravessá-lo o fazem sob a condução de guardas que são instados a não fornecer informações sobre lugares e pessoas.
Quatro grandes civilizações floresceram então: os arianos europeus, os egípcios, os hebreus e os hindus indianos. Há 8.000 anos, o Manu instituiu um sistema de castas para diminuir a miscigenação e conseqüente desaparecimento do sangue ariano: a brâmane, arianos puros de cor branca; a rájana, ou ariana e tolteca de cor vermelha; e a visch, ariana e mongólica de cor amarela.
Paulatinamente os “filhos de Deus” se retiraram da Terra e os seus descendentes se misturaram com os “filhos dos homens”. Mas essas duas estirpes desapareceram total e paulatinamente em sua forma pura, sendo possível a sua distinção apenas pelo seu caráter e aptidões, mais ou menos elevadas. Assim é, pois, o sacrifício dos descendentes dos filhos de Deus, que a fim de conferir aos primitivos outra vez a possibilidade de se tornarem conscientes da mais elevada esfera espiritual, misturaram-se com todas as outras raças. Estes cruzamentos atingiram até às raças humanas mais inferiores, a fim de que também obtivessem estas disposições genéticas.
Então o mundo caiu nas mãos dos mais ignorantes. Em seu desconhecimento, sua primeira ação foi a de destruir as grandes culturas divinas que foram criadas em diversas partes do mundo. O poder passou de um povo para outro, resultado de constantes guerras, que trouxeram como conseqüência a ignorância, a pobreza e a miséria do sofrimento. Restaram somente ruínas dos hoje magníficos monumentos e construções existentes.
Os instrumentos de nossos ancestrais foram destruídos, em sua quase totalidade, com o fim de não transmitir aos futuros governantes nenhuma instrução sobre o uso das energias que dominam as forças da natureza nem como tais conhecimentos atuam secretamente. Um dos últimos iniciados, conhecido como Hosarsiph (Moisés), não pertencente à raça egípcia, mas, no entanto, crescido e tendo recebido no Egito a sua iniciação, salvou um desses instrumentos tirando-o do Egito. Por algum tempo, os sacerdotes desse povo guardaram esse segredo. Mas teve um tempo em que o derradeiro iniciado, abandonando a Terra, destruiu antes esses últimos equipamentos. Fê-lo para que os filhos dos homens não destruíssem, através de uma reação em cadeia, a si mesmos e a várias partes do mundo. Outros arquivos foram enterrados no Egito, para um propósito futuro, a salvo dos dias que virão.
Depois da destruição dos aparelhos e quando a mais elevada sabedoria desapareceu da superfície da Terra, os homens tiveram que trabalhar com suas próprias energias físicas para seu progresso; nas pedras, trabalharam manualmente como os homens primitivos e sofreram a tirania de seres da própria raça. Os homens tinham que descobrir as verdades divinas em si e na natureza, por conta própria, para atingirem o degrau mais elevado da evolução, e desenvolver ao máximo a sua inteligência.
Mesmo fora da superfície do Planeta, a Hierarquia, observou a humanidade e, sempre que necessário, interferiu a fim de ajudá-los a sair de situações difíceis. Os grandes Mestres de Vênus e de outros Planetas atuaram, dirigiram, lideraram e eventualmente se encarnaram, deixando seus legados à Humanidade, como cientistas, artistas e místicos, da forma mais elevada da arte, da música e da literatura.
Como sempre o foi, todas as vezes que a superstição e os erros imperam, pelos ciclos cósmicos das esferas, ou quando as trevas se tornam tão densas que ameaçam os limites exteriores do Planeta, colocando em risco nossos irmãos e civilizações próximas da Terra, então, outra vez, alguns filhos de Deus se sacrificam e descem à Terra a fim de, encarnados num corpo físico, trazerem consolo e luz espiritual à Humanidade. Foram Rama, Abraão, Zoroastro, Hermes, Orfeu, Pitágoras, Sócrates, Platão, Confúcio, Lao-Tsé, Mahavira, Maomé ou a própria consciência Crística encarnada como Krishna, Moisés, Buda e Jesus.
Mas também há alguns desses filhos de Deus, encarnados, que vivem no meio dos homens atuando em segredo. Também, em altas montanhas, nas cavernas ou em lugares isolados, onde imperturbados irradiam, na solidão, suas forças mais elevadas para a atmosfera terrestre (vide Volume 3). Muitos fazem parte, hoje, dos novos Servidores da Luz na Terra, a serviço das Hierarquias Cósmicas.
Segundo Helena Blavatsky (1.831-1.891), a sexta Sub-raça ária, já existia, no início do século XX, em algumas regiões da Austrália e Estados Unidos, com a meta de desenvolver plenamente o pensamento abstrato. A sétima Sub-raça ária, teria seu desenvolvimento levado a cabo no Brasil, ante a diversidade de povos, culturas e estados de consciência existentes, com vistas ao desenvolvimento completo da intuição.
FUTURAS RAÇAS
Pouco se sabe acerca delas. A Grande Hierarquia Oculta, conhecendo a origem do mistério do androginismo divino, prepara a evolução da humanidade para o androginismo consciente com que terminará a presente Ronda, após a 7a Raça. Como dito anteriormente, os diferentes estados de consciência manifestados são o diferencial entre as Raças. A 3a Raça, a primeira Raça física, nasceu sem inteligência e sem sexo, que foram posteriormente desenvolvidas. À 4a Raça, desenvolvida a partir da 4a sub-Raça da 3a Raça, predominou o emocional (desejos e sentimentos), até que a sua 5a sub-Raça desenvolveu um estado de consciência mais elevado, o mental concreto (o mundo dos pensamentos), necessário ao desenvolvimento da 5a Raça. Enquanto à 6a Raça o desenvolvimento completo do mental abstrato e da intuição é a meta, à 7a Raça compete o pleno desenvolvimento da sabedoria Crística.
Futuro sucessor do Manu Vaivasvata, Mestre El-Morya deve ser o Manu da sexta Raça raiz. Sabe-se que esta Raça deverá surgir a partir da 6a Sub-raça ariana. Já da 7a raça, sabe-se que deverá se formar da 7a Sub-raça da 6a Raça raiz e se desenvolverá na América do Sul.
Nos Estados Unidos, com a fusão dos povos iberos, anglo-saxãos e afros, deveria se dar a formação da 6a Raça raiz, a partir da 6a Sub-raça ária. Parece que a mentalidade sectária e racista nacional impediu que esse embrião da Raça se desenvolvesse plenamente, e que esse trabalho estaria se dando na América do Sul, também em terras brasileiras.
O PROJETO FUTURO NA QUARTA RONDA
A onda de vida passeará, ainda, por mais três globos, nenhum físico, seguindo uma tendência de espiritualização crescente. Em cada globo a onda de vida evoluirá por mais sete Raças, com suas sete Sub-raças e suas civilizações.
O PROJETO FUTURO NA NOSSA CADEIA
Encerrada a quarta Ronda, teremos pela frente mais três Rondas, ao final das quais, a humanidade deverá atingir a sua meta, que é a quinta Iniciação, o adeptado (vide volume 3). Esses serão os êxitos humanos. Os que não atingirem essa meta entrarão na próxima Cadeia, a quinta, para terminarem a sua evolução, mas sua meta será, agora, a sexta Iniciação.
O PROJETO FUTURO NO NOSSO ESQUEMA EVOLUTIVO
Na última Ronda, à medida que a onda de vida abandona, completamente, cada globo, esse entra em processo de desintegração, sendo sua matéria reaproveitada na construção de uma nova Cadeia. Nessa quinta Cadeia, os êxitos humanos da quarta Cadeia terão posição de destaque em sua construção e governo espiritual.
Todos os “êxitos” serão “promovidos”: o reino animal a humano, o vegetal a animal, o mineral a vegetal, etc.. Na quinta Cadeia ainda haverá planeta físico, mas na sexta e sétima Cadeias não, sendo o tipo de matéria mais densa daquela a etérea e desta a astral.
A meta espiritual dessa quinta Cadeia é, como já dito, atingir a sexta Iniciação, enquanto a meta da sexta Cadeia é a sétima Iniciação e a da sétima é a oitava Iniciação.

 
publicado por Emanuel às 04:08
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